Editorial

Treze anos de curso de Arquitectura de uma Universidade que celebra, em 2016, trinta anos de existência, merecem a divulgação e o reconhecimento da qualidade de um projecto que tem vindo a “promover a qualificação de alto nível, a produção, transmissão, crítica e difusão de saber, cultura, ciência e tecnologia, através do estudo, da docência e da investigação” [1].
Treze anos são já motivo suficiente para a consolidação do projecto de ensino e investigação que temos vindo a desenvolver desde 2003, no Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior (MIAUBI). Propomos, portanto, comemorar os trinta anos de existência da UBI com a iniciativa de documentar, debater e divulgar reflexões e motivações pedagógicas, tentando consolidar uma ideia de escola através da iniciativa editorial Branca, uma publicação bilingue de cariz científico sobre teoria e prática arquitectónicas.
Branca consiste numa ideia de princípio onde tudo cabe sem esquecimento ou evidência de um passado, ainda que relativamente curto. Parte da ausência de restrições ideológicas ou modelos de um legado, representando uma formação interdisciplinar que envolve arquitectos, engenheiros, urbanistas, artistas, sociólogos, filósofos, historiadores, antropólogos, arqueólogos, advogados, economistas e matemáticos.
A Branca pretende divulgar uma prática pedagógica e científica, que se baseia num ensino e experimentação projectual de forte proximidade com as tecnologias e a construção, intimamente ligada ao Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura, dentro da Faculdade de Engenharia.
Branca é a cor do início, da pureza e da leveza, somatório de todo o espectro de cores que provém do sol. É por isso chamada de cor da luz e, não por mero acaso, a cor de eleição de muitos arquitectos.
Branca como principio, tabula rasa, enquanto espaço de debate de ideias e de conhecimento multidisciplinar sobre Arquitectura, pretende assim preencher um vazio onde tudo tem lugar começando pelo início. Pelo princípio da palavra e do conhecimento sobre Arquitectura, segundo a ideia corbusiana de que “tudo é potencialmente novo, fresco, no processo de criação” [2].

A equipa editorial,

Jorge Marum
Jorge Jular
Rita Ochoa

 

Thirteen-years of the Architecture course at a University that celebrates its thirtieth year of existence in 2016, is a good reason for the dissemination and recognition of the quality of a project that has been “promoting high-level qualification, production, transmission, diffusion of knowledge, culture, science and technology through study, teaching and research“ [1].
Thirteen years are already a good enough reason for the consolidation of the teaching and research project that we have been developing, since 2003, in the Integrated Master in Architecture of the University of Beira Interior (MIAUBI). Therefore, we suggest commemorating UBI’s thirtieth year of existence, with the initiative of documenting, debating and disseminating reflections and pedagogical motivations, trying to consolidate an idea of school through the Branca editorial initiative, a bilingual scientific publication on architectural theory and practice.
Branca is a concept idea where everything fits without forgetfulness or evidence of the past, even though relatively short. It is based on the absence of ideological restrictions or legacy models, representing an interdisciplinary education involving architects, engineers, urbanists, artists, sociologists, philosophers, historians, lawyers, anthropologists, archaeologists, economists and mathematicians.
The purpose of Branca is to promote a pedagogical and scientific practice, based on a teaching and experimental project close to technologies and construction, closely related to the Department of Civil Engineering and Architecture within the Faculty of Engineering.
Branca (that in Portuguese means “white”) is the colour of the beginning, of purity and of lightness, it is the sum of the whole spectrum of colours that come from the sun. It is therefore called the ‘colour of light’ and it is not a coincidence that it is the colour of choice of many architects.
Branca as a principle, ‘tabula rasa’, as a space for the debate of ideas and multidisciplinary knowledge on Architecture. It aims to fill a void where everything takes place starting at the beginning. It is based on the principle of the word and knowledge about Architecture, according to the Corbusian idea that “everything is potentially new, fresh, in the creation process” [2].

 

 

[1] Universidade da Beira Interior (2014) Missão, Visão e Valores. Disponível em: http://www.ubi.pt/pagina/missao [Consultado: 16 Março 2016].
[2] Le Corbusier, (1947). When Cathedrals were White. New York: McGraw-Hill Book Company. pp.4-5

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